domingo, 27 de fevereiro de 2011

Bandeira Branca

Chega uma hora que a gente desiste, por mais brasileiro que se seja, desistir pode ser a melhor saída... Eu fiz uma desistência boa e que me parece sensata, desisti de me estressar e me martirizar por tudo o que não é do meu agrado e que pode me frustrar. Vou continuar insistindo nas coisas que quero, vou continuar acreditando nos meus valores e no que acho certo sempre, mas só vou tentar desistir de dar tanta vazão às minhas emoções tão volúveis e instintivas. Últimamente eu tenho me irritado tanto que não sobrava espaço pra mais nenhum sentimento dentro do meu coração. E pra que isso ? Pra eu ter um infarto precoce ? Não, não, ainda prefiro morrer de velhice e rabugenta!
Mesmo que essa desistência esteja sendo motivada pela minha razão, e com emoções sabemos que não se dá pra lidar racionalmente, mas enfim, já sei o que preciso pra melhorar, e acho um grande primeiro passo. Agora é focar e manter o mínimo de controle!
Além do que, há tantas razões pra se sorrir, uma delas é que, é carnavaaaal! Então porque não entrar no clima carnavalesco e deixar aparecer aquele sorriso enorme que se estampa na cara de todo mundo nessa época? A gente ri atoa, só quer sambar, se divertir e deixar as implicações pra trás. Melhor aproveitar tanta felicidade quase obrigatória e imposta aos brasileiros, e anunciar que a Dalva de Oliveira estava certíssima quando cantou:
"Bandeira branca, amor, não posso mais, pela saudade que me invade... Eu peço paz!"

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Je f'rai un domain ou l'amour sera roi
ou l'amour sera loi ou tu sera reine.
Ne me quitte pas
Ne quitte pas

Ne me quitte pas Je t'inventerai
Des mots insensés que tu comprendras
Je te parlerai De ces amants-là
Qui ont vue deux fois Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrain L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas


sábado, 22 de janeiro de 2011

Sem sentido

Bem pensado quando escolhi a frase principal do meu blog: "Pensamentos soltos traduzidos em palavras". Ando falando tanto sobre o que se passa dentro de mim, e tenho que confessar que tá cada vez mais difícil me entender, são muitos pensamentos esparsos que quando tento organizá-los fica quase impossível, e ás vezes escrevendo me facilita um pouco as idéias. A Clarice Lispector vive me ajudando com as frases estrambólicas(?) dela, tal como essa aqui: "Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido..." Cada um tenho sua própria verdade inventada. Quem é que sabe o que realmente faz sentido? Eu não faço sentido algum, "o que sinto não ajo, o que ajo não penso e o que penso não sinto". Meus caminhos eu mal sei pra onde vão me levar, e na verdade talvez eu nem saiba aonde eu quero chegar, e não sei mesmo.
Será que eu vou saber fazer as escolhas certas? Será que sempre vou ter que sofrer errando pra aprender ?

Eu tô ficando cada vez mais insegura sobre mim, eu não faço sentido e ponto, eu não me entendo e ponto, eu quero e "desquero" sem nenhuma lógica e ponto, eu sei que tá parecendo que preciso na verdade de um psicanalista e não de um blog, mas eu quase já nem sei o que pode me ajudar de verdade, e nem o que me faz feliz, nunca estive em fase tão confusa. Me sinto caminhando em uma imensidão tão grande que me impede de ver o horizonte que eu vivo imaginando e sonhando, parece uma caminhada sem fim, e por isso eu vivo achando que não tem sentido nenhum.

Muita gente vai falar que tô reclamando de barriga cheia, mas então que seja, pode ser que eu tenha comido demais mesmo, e que agora to arcando com uma bela intoxicação alimentar, daquelas que você vomita tudo, antes que fiquei dentro de você só te fazendo mais e mais mal.

Duas coisas eu sei que quero muito... amor e paz!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ausência de léxico

É exatamente pelo nome deste post que andei sumida, além do que, andei viajando, e por Deus, foi uma daquelas viagem que você nunca mais vai, e nem quer, esquecer! Um cruzeiro delicioso, aquela decoração com puro luxo e glamour, e sem falar nos shows baseados nos musicais da Broadway. Eu deveria ter filmado tudo, mas viver aquilo foi suficientemente memorável, como eu já havia dito que desejava que fosse minhas férias no último post. Até agora me dei bem né, e vou lhes falar que depois que soube minha última nota na faculdade tudo está me parecendo BLUE.

Enfim, a viagem me afastou daqui, mas antes disso eu já estava sem nenhuma inspiração, ou sequer alguma forma de expressão. Eu, que adoro me expressar com palavras, melhores ainda escritas, que ficam suaves pela moldura de cada letra ao olhar de cada leitor, optei esses tempos pelo silêncio, e talvez por isso eu esteja tão confusa. Alguns se encontram melhor no silêncio, na solidão, não eu, parece que minhas vontades não condizem com minhas atitudes, e quanto mais tempo passo sozinha pensando no que quero, menos sei. E quanto mais me afasto pra conseguir chegar a uma conclusão, menos encontro saídas viáveis e úteis.

Quem pode compreender o que está se passando dentro da minha alma além de mim ? Me faltam palavras o tempo todo pra expressar o que eu realmente sinto, e quando tenho certeza de algum sentimento, logo vejo que já não tenho mais, e as palavras que estavam quase na ponta da língua, prontas pra sairem pulando, se esvaem, fogem pra bem longe da minha memória de mosca.
Se me faltam palavras pra escrever, imaginem só como está minha vida pessoal? Tenho meus motivos pra já ter gastado todo meu vocabulário tentando e tentando resolver os problemas, mas parecia que nunca iam faltar palavras pra eu conseguir argumentar a meu favor, e só hoje eu vejo, que meu dicionário mental se fechou temporariamente, assim como a minha vontade de tentar mudar as coisas com a gramática.

Gastei saliva demais nos meus relacionamentos (tudo bem que é o meu jeito, sinto muito, se não gosta suma!), mas mesmo sabendo que isso faz parte da minha personalidade, é muito frustrante quando não se tem o resultado que se espera, e pra mim é desgosto demais gastar minha voz que já é rouca por causas que não tem mais fundamento, nem solução.

Chega em um momento em que a falta de léxico te motiva a agir, você não precisa falar, escrever, nem ouvir, só agir, e é assim que tô aceitando essa minha fase, as minhas atitudes estão guiando meu caminho agora, e não há mais palavras a serem ditas que possam mudar o rumo dessa história. Já não dizem que atitudes valem mais que palavras ? Acho que tá na hora de deixar minhas aulas de português de lado, assim eu poupo minha voz chata e rouca, e minha mente cansada de tentar achar saídas através de intermináveis conversas. Pelo menos ainda consigo escrever pra desabafar...




sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Contagem regressiva

Realmente não há mais chances de se querer buscar mais algum tipo de aprendizado e conhecimento nesse estágio de fim de ano! Quanto mais eu penso nas férias mas eu vejo o quanto preciso delas, e não é só pra não fazer nada o dia inteiro não (isso eu já fiz demais), é pra aproveitar muito, tudo o que eu não aproveitei o ano inteiro, as pequenas coisas do dia-a-dia que esquecemos de dar valor por tanta correria ou por tanto tédio e vontade de não fazer nada quando se tem uma faculdade ou um trabalho pra encher sua cabeça de informações até te deixar cego e anestesiado para as melhores e mais simples coisas do cotidiano.

Quero aproveitar o sol escaldante, a chuva de verão, esses dias ensolarados ou chuvosos, essas noites frias e excitantes, eu quero aproveitar tudo sem nenhumazinha preocupação, quero respirar aliviada com aquele olhar no horizonte de dever cumprido, e por um fim de uma vez em todas nessas provas semestrais infernais, pra não falar "do caralho" (ah é, falei!).

Vai chegando Dezembro e com ele a sensação de mais um filme acabado, aquele filme que passou rápido pra alguns e demorado pra outros, inesquecível e extraordinário ou só mais um mero filme nas prateleiras da sua filmoteca, mas que de um jeito ou de outro, foi o seu filme, e chegou ao fim. E aí vêm o desespero de aproveitar o que eu não foi aproveitado, se jogar no mundo, fazer coisas alucinadas e inconsequentes, ou não, curtir tudo na maior paz, no maior sossego, pra que cada dia das férias dure quase uma eternidade!

Então, depois de ter me preocupado ( ou não ) com tantas coisa ao longo desse ano, ainda restam algumas provas pra contagem regressiva terminar. Tô afim de ligar logo o REC do meu filme mais uma vez, já que só o ligo pras coisas boas, porque de filmes de drama já basta os que o meu namorado adora alugar, e com certeza o meu, merece uma classificação de comédia, e é previsível o final feliz...

Essas férias, eu espero que sejam, divertidas e animadas, sossegadas e revigorantes, mas, já basta se forem memoráveis! Só preciso sair dessa rotina...


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Infeliz conveniência

Tive que vir pro escritório trabalhar, trouxe meu caderno e meus livros da faculdade com o intuito de dedicar alguns minutos do meu tempo a eles, mas até agora não obtive sucesso nessa tarefa. A primeira coisa que faço ao chegar aqui no escritório é ligar o computador e entrar nos sites mais (in)úteis do meu dia ( orkut e twitter ), e quando eles estão mais chatos que eu, venho aqui relaxar e ler meus blogs favoritos. Aí, ao invés de estar estudando, começo a pensar em mil coisas, e pensei hoje em como a palavra " conveniência " não me soa bem. Geralmente, quando eu preciso de um favor de alguém, eu vou a essa pessoa e peço educadamente o que preciso, não importa se não sou amiguinha dela ou não, se preciso, vou e peço, sou sincera e não arraganho os dentes em troca de favor, junto com meu pedido se surgir um sorriso, ótimo, acordei de bom humor. Se gosto de uma pessoa, eu gosto de verdade, vou confessar que meu amor não é dos mais fáceis e assanhados, demoro um bom tempo analisando uma possível relação de confiança com essa pessoa, sempre fiz isso e nunca fui de me abrir contando os maiores babados da minha vida pra qualquer um, tive um lado reservado durante a maior parte da minha vida e por isso nunca me considerei uma rainha pop, embora hoje em dia eu goste mais de compartilhar minhas aventuras com quem me rodeia, mas, tento me policiar mesmo assim. A verdade é que, nunca me aproximei de alguém tentando criar um laço de "amizade" para conseguir algo pessoal, a amizade que eu falo, é fazer mil promessas, demonstrações de afeto intenso, se mostrar interessado e preocupado com a vida da outra pessoa enquanto dura a tal conveniência. É claro que as pessoas precisam umas das outras pra evoluirem e conquistarem muitas coisas, mas dai usar infielmente de uma coisa que era pra ser tão verdadeira e eterna como uma amizade, é falsidade demais, e por isso que não se vêem mais amizades sinceras hoje em dia, porque muitas pessoas só encaram isso como uma conveniência, acham que a amizade deve ser garantia de algo, e se não tiverem o que precisam da relação, a descartam! É um assunto tão extenso que eu poderia ficar aqui escrevendo o dia inteiro ( e na verdade eu posso, já que estou sem fazer nada! ), atitudes que eu fico observando das relações e sorrisos a minha volta, chega a me dar uma certa agonia de saber que não se pode confiar em quase ninguém. A conveniência impede qualquer tipo de afeto verdadeiro, é uma relação de interesse, muitas vezes até recíprocos, e isso só polui a vida, não deixa que as pessoas enxerguem o quão incŕivel pode ser uma relação verdadeira de cumplicidade. Pode ser que no fim das contas, as amizades se resumem em só você ser sincero com você mesmo, sobre o que você sente pela pessoa, sem esperar nada em troca, apenas amar sem esperar ser amado, se doar em amor ao próximo se você julgar essa pessoa merecedora do seu afeto, pelo menos, os próprios sentimentos a gente pode entender e confiar mais! Já é complicado entender a si próprio, imagine entender os outros, com diferentes formas de pensar, diferentes gostos musicais, no mínimo tentamos nos aproximar de pessoas um pouco semelhante a nós, mas depois percebemos o quanto somos diferentes. E é ai que está a amizade que nos faz mais feliz, construir o amor em cima das semelhanças e cultiva-lo pelas diferenças, saber admirar o que se tem de melhor no carácter do seu amigo, e aceitar sua maneira de viver, partilhar momentos de alegrias e tristezas podendo contar com todo carinho e preocupação da verdadeira amizade. Quando há sinceridade consigo mesmo, há também com o próximo, por isso que devemos dar a valor ao que sentimos, sem pedir nada em troca.

E quanto a conveniência... Vamos deixar pros infelizes!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Boa sorte, Brasil!

Mais uma eleição para os currículos de cidadania do nosso povo brasileiro, mais uma insaciável e profana forma de iludir a nós mesmo que estamos fazendo a nossa parte ou algo de útil pelo país, sem ao menos ter consciência de voto. Nenhuma generalização é boa, mas nesse caso, é por causa da democracia, e do voto da maioria, que a vida da sociedade está nas mãos da ignorância e do egocentrismo dos canditados. Estaríamos fazendo nossa parte, se cada um dos eleitores estivesse individualmente preocupado com a vida social, sem se deixar ser influenciado por demais opiniões, o pensamento altruísta tem que vir espontâneamente de cada um, o que você realmente acha que é melhor pra vida do seu país, fazer do seu voto um voto único, justo e essencial, ignorando qualquer tipo de estatística, fazendo apenas sua verdadeira parte na sociedade. A eleição de 2010 foi a coisa mais desesperadora que podia ter acontecido esse ano, ninguém colocou as mãos na consciência para entender o quanto isso foi catastrófico e humilhante para nosso povo, a dignidade eleitoral morreu, as expectativas de um futuro melhor parecem estar morrendo também diante das mãos e dos olhos de todos os cidadãos. Eu, honestamente, nunca fui tão preocupada com política, deixo registrado aqui a minha negligência nesses 4 anos por não ter tido vontade de procurar me informar e entender. Mas eu ainda tenho 19 anos, posso correr atrás do meu prejuízo, e fiz isso através do meu voto nessa eleição, fiz parte dos 20 milhões de eleitores da Marina Silva, apoiei um projeto inteligente e idéias maravilhosas, focando a união do desenvolvimento sustentável e econômico do Brasil, relacionando todos os projetos de educação, sáude, e outros, a um único bem maior, o bem que mantém todos nós vivos, o meio ambiente! É uma pena que dentro dos 190 milhões, apenas 20 tenham entendido as propostas da Marina, como eu disse uma vez no twitter: " Ao contrário da Dilma, a Marina não tá ganhando votos pela ignorância da população, e sim pela sabedoria dela, mas é uma pena que hajam poucos sábios! " O povo quer resultados imediatos, não querem solução, querem maquiar o problema até ele se expor novamente e com mais densidade, por isso acreditam em propostas fáceis. Agora, depois de perder tantas inovações e oportunidades, a única coisa que me resta a fazer não é torcer a favor do Serra, é torcer muito para que uma pessoa, sem idéias e méritos próprios, como a Dilma, não chegue a presidência, e deixar aqui, meus sinceros votos de " Boa sorte, Brasil!! "

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Memória de mosca

Tem dias que eu acordo achando que esqueci de tudo... De como se escreve um texto, de como se toca aquela música no piano, de como se beija, da matéria que vi na faculdade no dia anterior, das roupas que tenho no armário, de como se come comida japonesa com os tais palitinhos, vulgos " Hashi ", não, na verdade não tem como esquecer disso porque é algo que em 19 anos de vida eu não aprendi! Mas enfim, esqueço de tudo, como se minha memória fosse apagada! Me sinto uma mosca, perdida no meio do infinito. Não lembro onde coloquei as chaves de casa mesmo estando com elas nas mãos há 3 segundos, me sinto submersa em um mundo escuro quando não consigo lembrar das coisas. Perder as coisas já é algo frustrante, mas que estou um pouco habituada (perco coisas a todos os instantes da minha vida), agora, esquecer das coisas, nossa, me dá um pânico danado, quero sair correndo gritando pra ver se alguém pode me lembrar de como se faz, quero explicar e jurar pra todo mundo que eu sabia fazer tal coisa melhor do que ninguém, e que é só um pequeno pane no meu cérebro de mosca. Ninguém acredita no que não se pode ver, e se você não conseguir cultivar tudo o que sabe, você é só mais um, sem nenhuma sabedoria em especial. Então, ou você exerce seus conhecimentos ou você já não sabe mais tudo aquilo que podia estar bem guardado na sua memória, é como o baú velho da nossa bisavó, quando ela vai querer abri-lo para te mostrar o conteúdo, já está tudo mofado e sem nenhuma hipótese de uso. Mesmo que falem que nosso cérebro é genial, e é claro que é, ele também é um grande sacana, e adora pregar peças, quando você menos esperar, você já não vai mais saber o que você sempre achou que sabia. Cheguei a essa conclusão hoje, por ser assim, não cultivar o que aprendo e acabar no mundo da ignorância, eu sei que quando eu preciso realmente até consigo lembrar, mas não aprendemos as coisas só para os casos de necessidade, o bom de aprender é poder se beneficiar desse aprendizado a qualquer momento. Eu deveria seguir mais os conselhos que escrevo aqui, se eu seguisse talvez não me sentisse assim, com essa memória de mosca, só mais uma mosca em cima da mesa melequenta da cozinha!