Tem dias que eu acordo achando que esqueci de tudo... De como se escreve um texto, de como se toca aquela música no piano, de como se beija, da matéria que vi na faculdade no dia anterior, das roupas que tenho no armário, de como se come comida japonesa com os tais palitinhos, vulgos " Hashi ", não, na verdade não tem como esquecer disso porque é algo que em 19 anos de vida eu não aprendi! Mas enfim, esqueço de tudo, como se minha memória fosse apagada! Me sinto uma mosca, perdida no meio do infinito. Não lembro onde coloquei as chaves de casa mesmo estando com elas nas mãos há 3 segundos, me sinto submersa em um mundo escuro quando não consigo lembrar das coisas. Perder as coisas já é algo frustrante, mas que estou um pouco habituada (perco coisas a todos os instantes da minha vida), agora, esquecer das coisas, nossa, me dá um pânico danado, quero sair correndo gritando pra ver se alguém pode me lembrar de como se faz, quero explicar e jurar pra todo mundo que eu sabia fazer tal coisa melhor do que ninguém, e que é só um pequeno pane no meu cérebro de mosca. Ninguém acredita no que não se pode ver, e se você não conseguir cultivar tudo o que sabe, você é só mais um, sem nenhuma sabedoria em especial. Então, ou você exerce seus conhecimentos ou você já não sabe mais tudo aquilo que podia estar bem guardado na sua memória, é como o baú velho da nossa bisavó, quando ela vai querer abri-lo para te mostrar o conteúdo, já está tudo mofado e sem nenhuma hipótese de uso. Mesmo que falem que nosso cérebro é genial, e é claro que é, ele também é um grande sacana, e adora pregar peças, quando você menos esperar, você já não vai mais saber o que você sempre achou que sabia. Cheguei a essa conclusão hoje, por ser assim, não cultivar o que aprendo e acabar no mundo da ignorância, eu sei que quando eu preciso realmente até consigo lembrar, mas não aprendemos as coisas só para os casos de necessidade, o bom de aprender é poder se beneficiar desse aprendizado a qualquer momento. Eu deveria seguir mais os conselhos que escrevo aqui, se eu seguisse talvez não me sentisse assim, com essa memória de mosca, só mais uma mosca em cima da mesa melequenta da cozinha!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Rifa-se um coração!
Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário. Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado coração, que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu "...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...". Um idealista...Um verdadeiro sonhador... Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta!
é isso que eu espero...". Um idealista...Um verdadeiro sonhador... Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Mas já ?
Parabéns para meus 19 anos vividos! UhLalah! Esse número pra mim soa tão estranho... Parece que ainda me vejo com meus 11 anos, admirando as meninas mais velhas, querendo ser como elas, andando com bolsas gigantes pela casa, pegando a chave do carro da minha vó e falando com as bonecas que eu ia sair de rolê com a turma, colocando um óculos de sol pink, um sapato de salto maior que meus dois pés, fingindo estar indo pra faculdade e encontrando meu namorado imaginário, meu Deus, passou rápido pensando assim, chega a dar até um arrepio na espinha de saber que essa mesma menina ainda tá vivinha dentro de mim, e se eu pudesse, ainda falaria com minhas bonecas (naquela época elas me entendiam muito bem, obrigada!), mas elas me abandonaram, devem estar por ai, ouvindo as confissões de outras garotinhas, e eu aqui, com todos esses anos pra recordar, tantas histórias, tantas aventuras e desventuras. Minha vida vêm me deixando meio confusa passando assim tão rápido. Hellooo, dá um tempo, querida! Eu ainda quero aproveitar minha juventude, mesmo eu sendo meio chata e rabugenta, ainda quero poder fazer mais besteiras sem tanta responsabilidade, eu gosto da minha preguiça jovial, gosto de chorar ás vezes sem motivo, gosto de me sentir carente e fazer cara de nenê pra conseguir colo, eu ainda quero aproveitar mais tudo isso, vai com calma vida, não precisa ter pressa! Eu quis tanto ter 19 anos, quis tanto essa liberdade, e agora, só quero um colo e um chocolate quente, um abraço que nunca me solte, um olhar de preocupação eterna, é isso que quero! Esse gostinho de liberdade também é gostoso, e tentador, confesso, mas depois de ser tão mimada na infância, e de ter tantos sonhos, agora tudo parece tão diferente de como eu imaginava que seria. Me sinto tão pequena, queria fazer merecer agora ter uma bolsa gigante, um sapato de salto, uma chave de carro na mão, um namorado de verdade, e uma faculdade. Talvez eu sinta um pouco de decepção, um pouco de bobeira, um pouco de tristeza, um pouco de felicidade, um pouco de euforia, um pouco de ansiedade, um pouco de preocupação, um pouco de todos os sentimentos explicariam o que sinto, ou nem assim eu conseguisse entender. Por quê mesmo eu comecei a escrever aqui ? Acho que é porque estava entediada de assistir Casseta e Planeta, e também por que tô achando esquisito ter 19 anos, parece pouco pra tudo o que já vivi, e muito pra pouca e humilde sabedoria que adquiri nesses anos. Pode ser que o que eu realmente esteja precisando é de uma bela bebedeira, uma vez, um sábio bêbado me disse que beber resolvia as angústias dele, e que de vez enquando ele ficava sóbrio, e ai se sentia bem melhor, quem sabe isso resolva meus problemas. Bom, então, se eu não voltar mais a escrever aqui vocês já vão saber que é porque não consegui mais voltar à meu estado sóbrio!

Ps: Meu aniversário foi ontem!

Ps: Meu aniversário foi ontem!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Mais cinco minutinhos, ou dias!
O "adeus" as férias é uma coisa sempre muito deprimente! Por isso tô aqui agora, precisando desabafar, me entupindo de bolachas recheadas, cheias de carboidratos e açucares, ótimo pro meu triglicerides, ao som de Maria Gadú. Não que ela seja deprimente também, mas a voz dela acalma meu desespero. Eu passei essas minhas férias de Julho de um jeito bem sem graça, vou falar pra vocês, nunca pensei que passaria alguma férias da minha vida trabalhando, sei que isso é idiota e fútil, mas admito que se eu não for a pessoa mais preguiçosa do mundo, estou entre as primeiras. Falando assim também até parece que trabalhei em uma lavoura sob o sol escaldante, mas não foi tão terrível, trabalhei no escritório da minha mãe três vezes por semana, como já vinha fazendo. Mas sei lá, todas minhas férias meu ócio é sagrado, mesmo que ele já seja cultuado ao longo do ano, nas férias é primordial ficar em casa sem fazer absolutamente nada, e agora me pego fazendo muitas coisas durante a tarde, e por isso minhas férias acabaram em um piscar de olhos. Parece que foi ontem que eu estava dando pulos de cem metros comemorando as férias, e agora estou a alguns dias de tornar meu mar de rosas em oceano de espinhos. Vou retomar à minha teoria da ilusão benigna, juro que levei a sério, ela me ajudou bastante até, nem me reconhecia quando olhava no espelho e via uma menina feliz às 7 horas da manhã, foi bem útil, e tomara que continue sendo. Parei de escrever pra ligar o carregador na tomada, levei um super choque, acho que foi Deus me castigando por eu resmungar tanto, melhor eu começar a dar ênfase ao meu lado Pollyana desconhecido, ver o recomeço das aulas com olhos produtivos de uma nerd que senta da primeira fileira e fica com vontade de bater palma ao término de cada aula. Blé, estou mais pra ficar na fileira do meio me divertindo com os comentários ilícitos das minhas amigas, que aliás também fizeram muita falta nessas férias. Não pensem que sou uma aluna desleixada, nãnaninanão, também não sou lá uma gênia da justiça, mas esse semestre fui muito melhor que todos os meus anos da minha vida estudantil. O bicho pega porque preciso tirar muita coragem e força de dentro do cérebro pra raciocinar, e é por isso que o retorno à faculdade me desespera tanto. Odeio ser forçada a raciocinar, eu gosto de pensar sem pressão, droga! Agora sim, vou parar de reclamar antes que ao invés de choque caia um raio na minha cabeça. Ah, quase me esqueço que no meio de tanta chatice, há uma coisa boa, amanhã tô indo pra praia, curtir a maresia por um fim de semana, quem sabe eu volte menos ranzinza, o mar pode fazer milagres... Ou estragar meus cabelos!


quarta-feira, 28 de julho de 2010
Nora Roberts - Mesa para dois
- Me diga o que sente!
Ela tirou um instante para estabilizar-se.
- Tudo bem! Quando eu cozinho, pego um ou outro ingrediente. Tenho minhas próprias mãos, meu próprio talento, e juntando tudo faço uma coisa perfeita. Se eu não achá-la perfeita, jogo fora. Não tenho muita paciência. - Ela parou um instante e imaginou se ele entendia esse tipo de analogia. - Eu pensei que se algum dia resolvesse me envolver num relacionamento, teria de haver esse e aquele ingrediente, e mais uma vez eu os juntaria. Mas eu sei que jamais seria perfeito. Logo... - Soltou um longo suspiro – Imaginei se também isso seria uma coisa pra se jogar fora.
- Um relacionamento não é algo que se cria num dia, ou aperfeiçoa num dia. Parte do jogo é continuar trabalhando nele. Cinquenta anos ainda não são muito tempo.
- É muito tempo para trabalhar numa coisa que sempre será um pouco defeituosa.
- O desafio é grande demais pra você ?
- Vamos vencer – Com a boca ele procurou a dela, e quando ela estremeceu, ele percebeu que era tanto de nervosismo quanto de paixão. Depois enfrentaria a paixão, agora ele ia aliviar os nervos.
- Se você quiser, fazemos um período de experiência – Começou a cobrir o rosto dela com beijos – Podemos até pôr isso em contrato... é mais prático!
- Experiência ? - Ela começou a afastar-se, mas ele a manteve perto.
- É, e se durante o período de experiência algum de nós quiser o divóricio, só terá de esperar até o fim do prazo do contrato.
Ela juntou as sombrancelhas. Podia ele falar de negócios agora ? Ousaria ? Ela inclinou o queixo em desafio.
- De quanto tempo será o prazo do contrato ?
- Cinquenta anos...
Ela tirou um instante para estabilizar-se.
- Tudo bem! Quando eu cozinho, pego um ou outro ingrediente. Tenho minhas próprias mãos, meu próprio talento, e juntando tudo faço uma coisa perfeita. Se eu não achá-la perfeita, jogo fora. Não tenho muita paciência. - Ela parou um instante e imaginou se ele entendia esse tipo de analogia. - Eu pensei que se algum dia resolvesse me envolver num relacionamento, teria de haver esse e aquele ingrediente, e mais uma vez eu os juntaria. Mas eu sei que jamais seria perfeito. Logo... - Soltou um longo suspiro – Imaginei se também isso seria uma coisa pra se jogar fora.
- Um relacionamento não é algo que se cria num dia, ou aperfeiçoa num dia. Parte do jogo é continuar trabalhando nele. Cinquenta anos ainda não são muito tempo.
- É muito tempo para trabalhar numa coisa que sempre será um pouco defeituosa.
- O desafio é grande demais pra você ?
- Vamos vencer – Com a boca ele procurou a dela, e quando ela estremeceu, ele percebeu que era tanto de nervosismo quanto de paixão. Depois enfrentaria a paixão, agora ele ia aliviar os nervos.
- Se você quiser, fazemos um período de experiência – Começou a cobrir o rosto dela com beijos – Podemos até pôr isso em contrato... é mais prático!
- Experiência ? - Ela começou a afastar-se, mas ele a manteve perto.
- É, e se durante o período de experiência algum de nós quiser o divóricio, só terá de esperar até o fim do prazo do contrato.
Ela juntou as sombrancelhas. Podia ele falar de negócios agora ? Ousaria ? Ela inclinou o queixo em desafio.
- De quanto tempo será o prazo do contrato ?
- Cinquenta anos...

O beijo foi longo – lento – demorado.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Metrônomo Quebrado!
Não há mais notas certas...
Apenas coloque sua cabeça sobre meu peito e ouça meu coração.
Ouça cada batida, cada compasso, eu já não consigo lhe falar
qual é o ritmo, por enquanto só você poderia descobrir.
Tentei de todas as maneiras, mas ele é teimoso, ele é instável,
não me deixa acolhê-lo e aquietá-lo, ele me perturba, me atormenta,
ele te quer, e é só com você que ele se acalma.
Mas isso não é certo, como pode alguém ter a obrigação de cuidar de
um coração que não lhe pertence ? Não se pode esperar mais dos outros
do que de si mesmo. Agradeço pelos dias que você o acolheu,
não lhe culpo por deixá-lo algumas vezes sem amparo, por não conseguir
decifrá-lo e entendê-lo, até agora ninguém conseguiu.
Meu coração gosta das músicas mais longas, que demoram pra terminar,
mas proporcionam o auge do prazer durante ela, para que no fim, você
simplesmente possa entender que a música em algum momento
tinha que acabar, ou então você poderia ficar esgotado de ouvi-la, seus
ouvidos poderiam começar a zunir, e você nunca mais iria desejar ouvir
aquela linda música novamente.
Agora perdeu-se o som da música dentro da minha alma.
Decidi consertar e cuidar de verdade do que me pertence, e meu coração
é mais meu do que de qualquer outro.
Tiro toda sua responsabilidade, deixe-o só pra mim, eu o quero por inteiro,
mesmo que ele não queira, eu vou impor as regras, criar uma nova partitura
para que ele volte a bater no ritmo que eu gosto, que me faz bem!
Eu só quero sentir de novo aquele flutuar entre as notas que saíam dele, sem
preocupações, sem descontroles, quero emoções, sim, mas que sejam
recíprocas, músicas que não cheguem a fadiga, meu coração tem um desejo
insaciável por músicas novas, ele não pode mais ficar aprisionado a uma
única, e é por isso que o meu metrônomo já não consegue mais funcionar,
suas batidas andam confusas, sem ritmo e descompassadas.
Preciso consertar esse metrônomo do meu coração, para que ele volte ao seu
melhor tempo e ritmo. Eu vou liberta-lo de você de uma vez por todas,
e libertar você, dessa loucura de música que ele insiste em chamar de amor.

Ouça cada batida, cada compasso, eu já não consigo lhe falar
qual é o ritmo, por enquanto só você poderia descobrir.
Tentei de todas as maneiras, mas ele é teimoso, ele é instável,
não me deixa acolhê-lo e aquietá-lo, ele me perturba, me atormenta,
ele te quer, e é só com você que ele se acalma.
Mas isso não é certo, como pode alguém ter a obrigação de cuidar de
um coração que não lhe pertence ? Não se pode esperar mais dos outros
do que de si mesmo. Agradeço pelos dias que você o acolheu,
não lhe culpo por deixá-lo algumas vezes sem amparo, por não conseguir
decifrá-lo e entendê-lo, até agora ninguém conseguiu.
Meu coração gosta das músicas mais longas, que demoram pra terminar,
mas proporcionam o auge do prazer durante ela, para que no fim, você
simplesmente possa entender que a música em algum momento
tinha que acabar, ou então você poderia ficar esgotado de ouvi-la, seus
ouvidos poderiam começar a zunir, e você nunca mais iria desejar ouvir
aquela linda música novamente.
Agora perdeu-se o som da música dentro da minha alma.
Decidi consertar e cuidar de verdade do que me pertence, e meu coração
é mais meu do que de qualquer outro.
Tiro toda sua responsabilidade, deixe-o só pra mim, eu o quero por inteiro,
mesmo que ele não queira, eu vou impor as regras, criar uma nova partitura
para que ele volte a bater no ritmo que eu gosto, que me faz bem!
Eu só quero sentir de novo aquele flutuar entre as notas que saíam dele, sem
preocupações, sem descontroles, quero emoções, sim, mas que sejam
recíprocas, músicas que não cheguem a fadiga, meu coração tem um desejo
insaciável por músicas novas, ele não pode mais ficar aprisionado a uma
única, e é por isso que o meu metrônomo já não consegue mais funcionar,
suas batidas andam confusas, sem ritmo e descompassadas.
Preciso consertar esse metrônomo do meu coração, para que ele volte ao seu
melhor tempo e ritmo. Eu vou liberta-lo de você de uma vez por todas,
e libertar você, dessa loucura de música que ele insiste em chamar de amor.

quinta-feira, 22 de julho de 2010
Diversão Banal
Sabem de uma coisa? Essa história de que todo mundo gosta de filme de terror é pura balela! Eu nunca gostei, e sinceramente, acho um absurdo mórbido quem faz esses tipos de filmes, e quem os considera uma diversão. Não é só pelo medo desnecessário, é pela realidade do nosso cotidiano, já não basta tantas tragédias, tantos sofrimentos, qual é o prazer de querer estimular as pessoas a terem medo do que de um jeito ou de outro vai acabar acontecendo? A morte é algo tão dolorida, não é algo que se deseje, nem algo que se encontre graça, não consigo entender o porquê das pessoas sentirem prazer vendo só destruição, medo e coisas que é nítido que não tráz nenhuma alegria, ou benefício, só sofrimento. Falam que existem filmes com um sentido mais lógico, mas eu não me refiro só aos filmes de terror trash, eu falo de todos os filmes que canalizam sua história na dor, em coisas ruins. Pra mim não existe filme de terror inteligente, como falam de Jogos Mortais e outros, pra mim tudo que é inteligente é com fundo altruístico, se pensa no bem dos outros, e não no mal. Ninguém tem o direito de tirar a vida do outro, e por mais surreal que seja o filme, a pessoa que o cria se baseia na violência, que é uma coisa inteiramente real no nosso dia-a-dia, onde toda a sociedade se torna uma lástima quando ouvimos ou presenciamos histórias de perdas, do terror real que se alastra pela violência, gerando assim o medo real, a dor real. Uma vez vi uma reportagem com o Zé do Caixão, e achei que tinha sentido o que ele disse. Ele disse que as pessoas gostam de filme de terror porque ficam de frente com o maior medo, que é a morte, mas ai eu me pergunto: Alguém deseja as coisas que acontecem nos filmes para os familiares ou pra qualquer outro ser humano ? Não acho que estou sendo radical, o que acho é que quem faz esses filmes esta plantando violência e terror, pra depois colher a desumanidade, pois as pessoas se acostumam a ver desgraça alheia nas telinhas, quando na verdade o foco de todas as pessoas deveria ser no amor, no bem da sociedade, na diversão, na alegria. Eu fico indigninada de ver as pessoas saindo rindo de filmes horríveis, como se fosse algo que deu a elas alegria, quando na verdade só os fez sentir tensão e medo, ver sangue e gritos. Não da. Acho que a raiz do mal está onde as pessoas menos percebem, e o que realmente acontece de ruim na sociedade é pelo comodismo que as pessoas tem em relação a todo sofrimento alheio, se ganhar dinheiro em cima do medo e do terror é algo banal, tão banal ainda é ganhar dinheiro em cima da ignorãncia da sociedade, e é por isso que os políticos fazem toda essa festa, e só o que a população sabe é reclamar dos resultados finais, sem ninguém perceber o que realmente está faltando pra haver melhorias...
Falta o essencial de todo ser humando, falta a humanidade!

É preciso enxergar muito além do que a maioria das pessoas conseguem!
Falta o essencial de todo ser humando, falta a humanidade!

É preciso enxergar muito além do que a maioria das pessoas conseguem!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Meias Palavras
Já virou rotina... Não é de agora que sou conhecida sempre como a errada, a mau criada, a rebelde sem causa, mesmo nem sendo todas essas coisas, juro que não, mas é assim que me rotulam. O pior é que não é a maioria das pessoas, não são as pessoas de fora, essas me acham normal, discreta e meiga. São as que mais deveriam me conhecer que dizem que sou assim, que sou errada, que me engano quase sempre com as minhas emoções. Tudo bem que não sou fácil de lidar, mas assumir a culpa de tudo também não é fácil pra ninguém, e eu acredito em mim, acredito no que sinto e no que me faz ir até o fim de uma discussão, acredito porque não sou de me validar em meias palavras. Eu gosto da verdade inteira, assim como as palavras inteiras, gosto de que saiam da minha alma, esvaziem meu coração, saiam saltitando inconsequentes por mais que não estejam no melhor momento de sair, eu gosto de não guardar elas e deixar que me machuquem com o remorço de não poder tê-las dito. Isso me dói muito, as pessoas preferem meias palavras, pessoas burocráticas e que se valem de posturas omissas, essas são as educadas, as certas e as gentis. Mas é tão fácil ser assim, é tão fácil se omitir de falar, deixar que pensem, deixar que falem, sem se preocupar com o que ficou subentendido, é fácil não estar sempre tomando as rédeas de uma discussão, é muito fácil não assumir seus verdadeiros sentimentos, evitar de ser julgado. O difícil mesmo é dar a cara pra bater, levar um tapa e dar a outra face, sem medo, com a única e expressa vontade de assumir sua posição e seus ideias, mas ao mesmo tempo, sem arrogância, querer discutir pra se chegar a um ponto comum, que possa causar um bem comum. Eu acho que nada que é bom para todos se resolve com a única e exclusiva vontade de uma pessoa, todas as pessoas devem se manifestar pra conseguir o que querem, são as vontades conjuntas que encaminham a uma vontade maior, e consequentemente a um bem maior. Pode ser que hoje em dia as pessoas já não valorizem mais quem se expressa de verdade, quem é sincero com si mesmo, as pessoas não valorizam quem prefere a sua verdade e luta por ela até o fim, elas querem pessoas manipuláveis, fáceis de lidar, que não querem discutir, expor o que sentem. Infelizmente eu vivo me questionando por falarem tanto de como eu sempre to errada, mas se eu for diferente vou estar me traindo, e acho que não vale a pena só pelo o que os outros acham, por mais que achem que me conhecem, com certeza não me conhecem mais do que eu mesma, e por incrível que pareça, sei que erro, sei que não estou sempre certa, mas quero que me provem, que me mostrem o porque estou errada. Afinal, todo mundo é inocente até que se prove o contrário, e já que errar é humano, e errar também é viver, a única coisa que posso fazer é sair cantando por ai aquela música do Kid Abelha, “Sou errada, sou errante. Sempre na estrada, sempre distante, vou errando enquanto o tempo me deixar...” E pelo jeito vou continuar levando a culpa, até que sintam falta de sinceridade, e ai possam me procurar, e ver que minha falta de educação, minha rebeldia, e minha insensatez, são erros válidos quando se quer lidar com pessoas reais, que mostram seus sentimentos reais, e que fazem por merecer ter sangue correndo nas veias, e que ao contrário das omissas, fazem você sentir o que sempre quis através de atitudes e palavras inteiras, com vontade de ser feitas e ditas, já que você, como qualquer outro, está acostumado com a indiferença das meias palavras que a maioria das pessoas insistem em usar.


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